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    segunda-feira, 27 de outubro de 2014

    Quem disse que lixo não pode virar combustível?

    Muitas pessoas devem ter achado graça quando viram no filme clássico dos anos 80, DE VOLTA PARA O FUTURO, a cena em que o cientista Doc alimenta o motor de fusão do seu Delorean do futuro com lixo, mas o que parecia improvável na ficção vai se tornando factível na vida real.


    Lixo plástico pode virar combustível? A startup japonesa Blest responde que sim, ao desenvolver um equipamento de vários tamanhos (chegando a menos do que um bebedor de água de escritório), para uso doméstico ou industrial, que pode facilmente transformar 1 quilo de lixo de plástico em 1 litro de combustível (gasolina, diesel ou querosene), e que ainda o faz gastando pouca energia, necessitando apenas 1 kW para a produção de 1 litro de combustível e emitindo menos CO2 durante o processo.
    Seu inventor, Akinori Ito, decidiu desenvolver o equipamento para enfrentar o desafio de reciclar lixo em um país como o Japão, que não dispõe de muito espaço. E escolheu o plástico por ser basicamente composto de petróleo.
    Como é que a coisa funciona? Simples: os itens de plástico exclusivamente de Poliestireno, Polipropileno e Polietileno são depositados, limpos, na parte superior da máquina – não há necessidade de triturá-los, em vez de fogo, a Blest Machine, como é conhecida, usa um controle de aquecedor de temperatura elétrico para derreter o plástico e convertê-lo em gás bruto. – e depois aquecidos. Retêm-se os vapores gerados, que posteriormente vão sendo distribuídos por um complexo arranjo de tubos e recipientes de água. Direcionado a um repositório especial, esse gás entra em contato com água que o resfria e converte em combustível, podendo então ser usado em fogões e aquecedores ou, se refinado, em carros e motos. Em seguida, resfria-se os gases, convertendo-os em petróleo.
    Já foi vendida a compradores de 80 diferentes países, em geral pelo site de sua empresa Blest Corporation. O cientista japonês tem levado sua maquininha também a comunidades pobres da África e da Ásia, onde promove educação ambiental para crianças e doa aparelhos.
    Ao passo que mais pessoas e empresas tenham acesso a mecanismos como o de Ito, o cientista acredita que o nosso dia-a-dia pode tornar-se bem mais em conta. Por enquanto, no entanto, a revolução ainda é um pouco cara: o  mais barato dos seis módulos desenvolvidos por ele, capaz de transformar apenas 1 quilo de plástico, custa US$1.100,00, enquanto o mais caro chega a US$ 50.000,00.
    Para Ito, as máquinas transformadoras de plástico em petróleo constituem uma modalidade de geração de combustível e energia não apenas mais barata, como também mais limpa do que simplesmente a nefasta queima de sacos e embalagens. Realmente, a combustão de 1 quilo de plástico redunda em 3 quilos de gás carbônico poluidor ( CO2), enquanto o novo sistema, ao produzir novamente o óleo, reduz a emissão de carbono na atmosfera em até 80%, sem emitir poluentes tóxicos. Claro que ainda se trata de combustível que fatalmente será queimado, gerando CO2, mas que passa a integrar uma inteligente cadeia de reciclagem.


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    quinta-feira, 23 de outubro de 2014

    Rolls-Royce e The University of Manchester trazem ao Brasil Mestrado em Gerenciamento de Projetos

    A Rolls-Royce e The University of Manchester realizam uma Master Class do Programa de Desenvolvimento Profissional em Gerenciamento de Projetos (PMPDP, na sigla em inglês) nos dias 04 e 06 de novembro em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.
    O curso, desenvolvido pelo Grupo britânico e pela universidade, chega ao Brasil em março de 2015 com o objetivo de qualificar profissionais que atuam diretamente na gestão de pessoas e de projetos complexos.
    As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas.

    A aula para executivos de grandes empresas será ministrada pelo renomado professor Andrew Gale, diretor de Gerenciamento de Projetos da Escola de Engenharia Mecânica, Aeroespacial e Civil, da Universidade de Manchester.
    Desde 1990 à frente do curso, Gale já gerenciou mais de duas mil pesquisas focadas na aplicação do programa em setores como engenharia, infraestrutura, construção e aeroespacial, abrangendo projeto, fabricação, construção e serviços.

    “Grandes empresas estão intensificando os investimentos no Brasil e essa é uma excelente oportunidade para contribuir com um programa único e de alto nível. O PMPDP pretende mitigar a falta de habilidades exigidas em mercados competitivos e promissores como o Brasil. O programa é muito bem avaliado em todos os países onde atua”, afirma Gale.

    O evento terá ainda a participação do professor Mike Brown, criador do PMPDP e ex-diretor do Programa de Gerenciamento dentro da Rolls-Royce, além da presença do professor Callum Kidd, também da Escola de Engenharia Mecânica, Aeroespacial e Civil da Universidade de Manchester.

    O PMPDP é um mestrado em Gerenciamento de Projetos que visa unir indústria e academia com foco no aprendizado de alto nível, com aplicação na prática industrial.
    Criado há mais de dez anos, já formou mais de 500 executivos de diversas empresas. Atualmente, o programa tem atuação no Reino Unido, nos Estados Unidos e em Cingapura.

    O público-alvo é formado por profissionais responsáveis pelo desenvolvimento e gestão de recursos humanos e gerentes que buscam adquirir formação em gerenciamento de projetos.
    Ao final do programa, espera-se que eles estejam preparados para lidar facilmente com os novos desafios da gestão de projetos dinâmicos, complexos e de risco.

    O diretor de Comunicação Corporativa, Responsabilidade Social e Relações Acadêmicas da Rolls-Royce para a América do Sul, Rodrigo Barbosa, vê o programa como uma oportunidade para o Grupo se aproximar ainda mais de parceiros, fornecedores e outras partes interessadas, além do universo acadêmico nacional.

    “Quanto mais profissionais altamente qualificados em gestão de projetos tivermos no País, mais fáceis e eficazes serão as futuras negociações e parcerias.
    Além disso, iremos apoiar um desenvolvimento e crescimento sustentável, o que é uma das nossas principais missões na região. Acreditamos que o PMPDP trará bons frutos, além de promover esse rico intercâmbio de experiências entre Brasil e Reino Unido”, conclui o executivo.

    Programação
    04 de novembro – São Paulo - FGV Bela Vista - Endereço: Av. 9 de Julho, 2029 (locar a confirmar)
    06 de novembro – Rio de Janeiro – FGV Botafogo - Endereço: Praia de Botafogo, 190 (local a confirmar)

    Para informações sobre a Master Classe e o PMPDP e também para fazer sua inscrição, entre em contato com rcavalcanti@webershandwick.com
    Fonte: TNPetróleo
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    quarta-feira, 15 de outubro de 2014

    Primeiro veículo impresso em 3D do mundo está na IMTS 2014

    A Sabic apresentou materiais inovadores e conhecimentos de processamento para criar o primeiro veículo conceito do seu tipo usando impressão 3D avançada (também conhecida como fabricação aditiva) durante o International Manufacturing Technology Show (IMTS), realizado em Chicago em setembro. Esse carro totalmente funcional foi impresso a partir do zero e montado pela empresa de projetos automotivos Local Motors. Seu lançamento aconteceu no encerramento do evento.

    Repleto de inovações, o IMTS apresentou uma solução há muito esperada para um grande desafio de fabricação: como evitar investimentos significativos em ferramentas e reduzir o tempo necessário para a produção de grandes projetos de formas livres. Além da SABIC, a Local Motors colaborou com Cincinnati Incorporated, construtora de sistemas de produção em larga escala, e o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), pioneira na pesquisa de materiais avançados, para desenvolver e validar a tecnologia e os materiais necessários para fornecer a tecnologia de impressão em 3D de grandes formatos.

    "Quando a equipe estava escolhendo os nossos parceiros para produzir o primeiro carro impresso em 3D do mundo, a Sabic foi uma escolha óbvia, porque eles, de forma rápida e confiante, forneceriam os materiais adequados e necessários para dar vida ao Strati", disse John B. Rogers Jr., CEO da Local Motors.

    O composto reforçado com fibra de carbono STAT-KON™ de LNP™ da Sabic foi escolhido por sua excelente relação resistência-peso e alta rigidez, pois minimiza a deformação durante o processo de impressão em 3D e permite estética e desempenho aprimorados.

    Além disso, a experiência da SABIC com essa tecnologia emergente, inclusive em seleção e validação de materiais, especificação de equipamentos e processamento, foram fundamentais em todo o processo de desenvolvimento.

    "Envolver a SABIC desde o início, com a sua experiência em tecnologia avançada de processamento e validação de material, foi fundamental para o sucesso do projeto", disse Andrew Jamison, CEO da CINCINNATI. "Os visitantes poderão ver em primeira mão o futuro da fabricação aditiva e suas possibilidades de transformar a indústria com nossa máquina de Fabricação Aditiva de Grandes Superfícies (Big Area Additive Manufacturing - BAAM) operando material e componentes de polímeros para impressão de 200 a 500 vezes mais rápida e 10 vezes maiores do que as máquinas de fabricação aditiva atuais".

    Tony Cerruti, Diretor de Marketing para as Américas da unidade Innovative Plastics da SABIC, comentou: "Os materiais e os conhecimentos de processamento da SABIC, em conjunto com a avançada tecnologia de fabricação aditiva, ajudarão a resolver os desafios de fabricação que nossos clientes estão enfrentando - o alto custo de inovar. Acreditamos que esta tecnologia tenha a possibilidade de ser usada no futuro para aplicações em vários setores aos quais a SABIC atende, permitindo que os projetos sejam introduzidos mais rapidamente no mercado e a customização em massa".

    O veículo conceito surgiu de um desafio lançado pela Local Motors, que recebeu mais de 200 inscrições, de 30 países. O conceito vencedor, o Strati, inspirou o protótipo impresso em 3D em tamanho real.

    fonte TN PETROLEO

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    quarta-feira, 13 de agosto de 2014

    Em tempos de guerra, empresa Brasileira desenvolve microturbina para mísseis.

    Em um mercado crescente em que guerras como a do Iraque, Israel x Gaza e Ucrânia x Russia vem dominando os noticiários, uma empresa brasileira aproveita destes tempos negros para inovar na fabricação de turbinas para mísseis.

    A empresa se chama Polaris e fica localizada em São José dos Campos (SP), região marcada por grandes empresas do setor aeroespacial, liderada pela Embraer. A Polaris existe desde 1999, se dedicando basicamente a pesquisa e desenvolvimento de projetos e protótipos de turbinas de vários tipos, incluindo uma para geradores de energia.

    A turbina em questão, chamada de TJ2000, de 10kg e 16 cm de diâmetro,  é capaz de impulsionar um míssil de 500kg. A microturbina a gás de apenas 160 mm de diâmetro, capaz de gerar 200 lbf de empuxo, pesando apenas 10Kgs e com até 300km de alcance. Segundo informação da Exame, a peça está despertando o interesse devido a Polaris ter criado um novo desenho revolucionário de compressor - um dos componentes da turbina - que é compacto e eficiente, permitindo baixar significativamente o consumo de combustível.  Dessa forma, o míssil pode ter alcance maior ou pode levar menos combustível, o que deixa espaço para uma carga explosiva mais poderosa.  Segundo a Polaris, em um vôo de 250 km, por exemplo, gastaria apenas 50 litros de querosene de aviação, uma autonomia excelente para os padrões atuais.

    Com esta inovação, o Brasil poderia se credenciar a desenvolver este nicho de mercado, abrindo uma porta para os fabricantes de foguetes de baixo calibre migrarem para a produção de mísseis, de baixo custo, para missões de longo alcance.  Mas aí é que a "porca torce o rabo".  

    Apesar da empresa ter desenvolvido o protótipo da microturbina com recursos do governo brasileiro, através do programa de investimento em inovação tecnológica do FINEP, a empresa ainda não conseguiu sair da fase de desenvolvimento para a fabricação.  A TJ200 foi exposta em eventos de armamentos e inclusive com representantes do Ministério da Defesa. Segundo Klein, sócio-diretor da Polaris, ela despertou interesse de diversos fabricantes de armamentos, mas nenhum ainda se pronunciou.  Nem no BNDES (que tem o papel de estimular o crescimento da indústria nacional) conseguiram apoio, e ainda foram aconselhados a se juntarem com outras grandes empresas do ramo.  

    A América Latina hoje não possui nenhum fabricante de turbina e a tecnologia desenvolvida pela Polaris poderia credenciar o Brasil a integrar o rol dos maiores fabricantes do mundo, podendo ser beneficiada por ter uma indústria de ponta, avanço tecnológico e alta tecnologia embutida, além do alto valor agregado do produto.  A receita que isso traria para o país seria muito grande.  

    Dessa forma, segundo a diretoria da empresa, como não tiveram apoio do governo brasileiro, a única possibilidade real que surge é da Polaris se associar com um fabricante norte-americano, transferindo a tecnologia para os EUA e a empresa deixando de ser braileira.








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    quarta-feira, 19 de março de 2014

    Aranha robótica com raio laser é mais um passo em direção ao apocalipse.

    Esta aranha robótica com raio laser é mais um passo em direção ao apocalipse.

    O DIY Laser Guy apresenta sua nova criação: “Eu apresento minha mais aterrorizante criação até hoje… um robô controlado por controle remoto com raios mortais! Este monstro tem um laser azul de 2W que frita tudo em seu caminho. Ele pode andar por aí e disparar seu raio mortal com o simples toque em um botão.”

    Nós respondemos ao DIY Laser Guy: vai se ferrar, cara, isto é mais um passo em direção ao apocalipse robô!


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    terça-feira, 15 de outubro de 2013

    Boom do petróleo de xisto pode ter vida breve

    O poço Serenity 1-3H, da Chesapeake Energy, perto de Oklahoma City, jorrou petróleo em 2009, produzindo mais de 1,2 mil barris por dia e dando início a uma corrida de perfuração de poços que se estendeu até o Kansas. Agora, fornece menos de 100 barris por dia. Seu rápido declínio lança luz sobre um segredo muito bem guardado sobre o boom do xisto: ele pode não durar.


    Os poços de xisto começam a pleno vapor, mas declinam rapidamente. A Energy Information Administration, dos EUA, estima que cerca de 29% da produção de petróleo americana vem dessas "formações densas de petróleo". Nelas, a produção diminui em 60% a 70% no primeiro ano, diz Allen Gilmer, presidente da Drillinginfo, que acompanha o desempenho dos poços no país. Mas muitos discordam dessa perspectiva.
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    quarta-feira, 1 de maio de 2013

    Casco de navio vai tremer para espantar cracas


    Agitação estratégica
    Quando você quer afastar um inseto que pousa em sua pele, você usa as mãos.
    Cavalos não conseguem fazer o mesmo e, como muitas moscas pousam fora do alcance do seu rabo, eles desenvolveram uma capacidade de mexer rapidamente a pele, livrando-se das visitas inoportunas.
    Engenheiros acabam de desenvolver um sistema similar para navios, um revestimento capaz de se sacudir ligeiramente, agitando-se em nível microscópico, livrando-se das incômodas cracas e outros organismos que infestam os cascos das embarcações.
    "Nós desenvolvemos um material que se 'enruga', alterando sua superfície em resposta a um estímulo, seja um estiramento, seja pressão ou eletricidade aplicada externamente," disse Xuanhe Zhao, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
    Cracas
    Os pesquisadores demonstraram a capacidade do material em se deformar, mediante a aplicação de uma corrente elétrica, fazendo testes em água marinha.
    O resultado é um melhoramento em relação a uma criação anterior da mesma equipe, que desenvolveu um plástico morfológico que muda de textura conforme a necessidade.
    Eles avaliaram o impacto do novo revestimento sobre a capacidade de fixação de microrganismos e seu desenvolvimento, principalmente as cracas.
    Esses pequenos crustáceos grudam no casco dos navios, aumentando o arrasto e o consumo de combustível, além de bloquear os sensores subaquáticos das embarcações.
    Casco de navio poderá tremer para espantar cracas
    O revestimento agita-se em nível molecular, eliminando bactérias e impedindo a formação de organismos sobre o casco dos navios. [Imagem: Shivapooja et al./Adv.Materials]
    Remoção de bactérias
    O material, que pode ser aplicado como uma tinta, move-se em nível microscópico, livrando-se não apenas de organismos marinhos, mas até mesmo de bactérias.
    Isso torna o revestimento promissor também para a área de saúde, já que ele pode impedir a formação dos biofilmes, colônias de bactérias difíceis de eliminar pelos métodos tradicionais, e que podem representar problemas em hospitais e em instalações de purificação de água.
    Com os bons resultados obtidos, os pesquisadores planejam agora desenvolver o material de forma a dar-lhe resistência para operar em condições reais.
    Bibliografia:

    Bioinspired Surfaces with Dynamic Topography for Active Control of Biofouling
    Phanindhar Shivapooja, Qiming Wang, Beatriz Orihuela, Daniel Rittschof, Gabriel P. López, Xuanhe Zhao
    Advanced Materials
    Vol.: Article first published online
    DOI: 10.1002/adma.201203374
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    segunda-feira, 29 de abril de 2013

    Brasileiros descobrem como diminuir atrito em rolamentos


    Brasileiros descobrem como diminuir atrito em rolamentos e engrenagens
    Esferas cada vez menores são acopladas até preencher todo o espaço, dando ao rolamento uma sincronia e uma estabilidade perfeitas - o exemplo contém 613 esferas. [Imagem: Araújo et al./PRL]
    Sincronia contra o atrito
    Físicos brasileiros anunciaram uma descoberta que pode permitir desde a construção de equipamentos mecânicos mais robustos até o melhor balanceamento de cargas em redes de computadores.
    Virtualmente qualquer equipamento mecânico - de um liquidificador aos gigantescos caminhões usados em mineração, de carros a navios e aviões - usam rolamentos e engrenagens.
    E rolamentos são baseados em esferas, enquanto rodas e engrenagens podem ser entendidas como uma esfera em 2D.
    Quando mais suave for o movimento das esferas e das engrenagens menor será o atrito.
    Por consequência, melhor será o funcionamento do equipamento, gerando menos calor, menos desgaste e menor consumo de combustível ou eletricidade.
    Rolamentos estáveis
    O que os pesquisadores brasileiros descobriram é que redes de esferas rotativas podem se recuperar melhor de perturbações no seu movimento se as massas das esferas individuais forem proporcionais ao seu raio.
    A descoberta é de Nuno Machado de Araújo, atualmente no ETH de Zurique, e José Soares de Andrade Júnior, do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará.
    Araújo e seus colegas desenvolveram um modelo matemático para um sistema de esferas rotativas bidimensionais no qual discos cada vez menores são usados para preencher todos os espaços entre os discos maiores.
    Cada disco gira no sentido oposto ao de qualquer outro disco que está em contato com ele, e a velocidade tangencial - a distância traçada por um ponto sobre a borda de um disco num dado momento - é igual para todos os discos, independentemente do seu tamanho.
    Isto significa que, em cada ponto de contato os discos giram juntos sem deslizar, e o sistema inteiro permanece em um estado estável e sincronizado.
    Brasileiros descobrem como diminuir atrito em rolamentos e engrenagens
    O mecanismo pode se aplicar a esferas, rodas ou engrenagens - olhe com a visão ligeiramente desfocada e você verá o mecanismo girando. [Imagem: Araújo et al./PRL]
    Esfera, engrenagem ou roda
    Segundo os pesquisadores, qualquer sistema mecânico - seja de esferas, de engrenagens ou de rodas - pode se beneficiar dos novos resultados, já que sistemas rotativos desses tipos serão mais resistentes a falhas e desgastes quanto maior for a sincronização entre os diversos elementos individuais.
    "Nessas redes, a sincronizabilidade é otimizada quando há uma força de acoplamento que está relacionada com o número de contatos. Na nossa rede, os discos grandes obviamente têm mais contatos, mas eles também têm mais inércia e isso [abranda] a força de interação entre os discos," disse Nuno.
    Esse sistema, conhecido como rede de escala livre, descreve um tipo de rede de alta complexidade que pode também ser usado para estudar fenômenos que vão das redes biológicas às redes de computadores.
    Os pesquisadores afirmam que os discos de seu modelo são essencialmente "osciladores" - neste caso, osciladores rotativos.
    Mas o raciocínio é o mesmo para sistemas onde os elementos não estão girando, mas se relacionam uns com os outros, sempre em busca do menor "atrito" - é o caso, garantem eles, da internet.
    Bibliografia:

    Optimal Synchronizability of Bearings
    Nuno A. Machado de Araújo, H. Seybold, R. M. Baram, Hans J. Herrmann, José Soares de Andrade Júnior
    Physical Review Letters
    Vol.: 110, 064106 (2013)
    DOI: 10.1103/PhysRevLett.110.064.106
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    sexta-feira, 26 de abril de 2013

    Parque Tecnológico do Rio completa 10 anos com US$1bi de investimentos


    Inaugurado em 2003 com o objetivo de estimular a interação entre universidade e empresas, promovendo a transformação de conhecimento em riqueza, o Parque Tecnológico do Rio de Janeiro completará 10 anos com uma cifra de R$ 1 bilhão em investimentos.
    "O ambiente de inovação garante às empresas um acesso diferenciado a laboratórios, profissionais de alta qualificação, e gera oportunidades de negócios e de pesquisas de ponta", destaca Maurício Guedes, diretor executivo do parque.
    O sucesso do empreendimento é medido pela presença de unidades de pesquisas de grandes organizações e de empresas inovadoras de pequeno e médio portes. Esse movimento foi impulsionado pela presença de uma empresa âncora - a Petrobras, por meio de seu centro de pesquisas.
    Além de abrigar centros de pesquisa de multinacionais, o parque gera oportunidades para empresas de base tecnológica de menor porte. Para ampliar o apoio ao setor, os dirigentes reservaram parte área para o desenvolvimento de projetos de incentivo às pequenas e médias empresas.
    Uma delas é a Torre da Inovação, que vai abrigar uma centena de pequenas empresas de diversos setores. O objetivo é apoiar as nacionais em busca por novos mercados e as internacionais interessadas no mercado brasileiro.
    Os planos de expansão da área física do parque incluem um terreno de 240 mil metros quadrados (m2) na Ilha do Bom Jesus, que virá se somar à área original.
    "A ocupação desta área seguirá um modelo ecologicamente sustentável, transformando o espaço no primeiro Polo Verde do país e criando um importante marco no avanço da economia verde", ressalta Guedes.
    Até o final do primeiro semestre deste ano será lançado um edital de concessão de espaço para instalação de novas empresas de desenvolvimento tecnológico.
    O diretor informou que serão ofertados na licitação pública 25 mil m2, dos quais 20 mil m2 para um projeto destinado à construção de um prédio para empresas de inovação e um hotel.
    Maurício Guedes lembrou que negociações recentes com a Embratel resultaram na devolução de 15 mil metros quadrados ao parque. Com isso, haverá mais áreas disponíveis para as empresas, que serão licitadas em meados do próximo ano.
    "Esta licitação, prevista para meados do próximo ano, deverá envolver um total de 30 mil m2. Se levarmos em conta os outros 100 mil m2 que estão sendo adquiridos pelo governo estadual, os investimentos poderão ultrapassar R$ 2 bilhões nos próximos quatro a cinco anos", disse.
    Para este ano, o investimento federal em parques tecnológicos será de R$ 100 milhões.
    Para Guedes, embora seja um avanço, ainda são poucos recursos, uma vez que existem hoje propostas para criação de mais de 100 parques tecnológicos em todo o país
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    quarta-feira, 24 de abril de 2013

    Cientistas brasileiros desenvolvem cimento menos agressivo ao meio-ambiente

    Uma nova técnica para a elaboração de cimento foi criada por cientistas da Escola Politécnica da USP. A nova fórmula do cimento possui matérias-primas simples agregadas com ferramentas e também conceitos avançados de processamento industrial.

    De acordo com o professor Vanderley John, um dos responsáveis pela inovação, o novo processo industrial fará com que a produção cimenteira no mundo dobre, já que não será mais necessário construir novos fornos, com isso, não aumentando a emissão de gases de efeito estufa no meio-ambiente.

    "Tomando como base apenas o cimento brasileiro, a tecnologia da Poli poderia fazer cair a emissão para cerca de 360 kg de CO2 por tonelada de cimento, ou seja, 40% a menos", diz John.

    O cimento tradicionalmente usado (Portland) tem na sua fórmula dois componentes principais: argila e calcários. Essas duas substâncias após serem fundidas em um forno sob altas temperaturas ficam em forma de pequenas bolas chamadas de clínquer.

    Em seguida, os grãos de clínquer são moídos juntamente com o mineral gipsita até virar pó. "Estima-se que para cada tonelada de clínquer são emitidos entre 800 e 1.000 quilos de CO2, incluindo o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil (de 60 a 130 quilos por tonelada de clínquer)", destaca John.

    "A indústria busca alternativas para aumentar a ecoeficiência do processo substituindo parte do clínquer por escória de alto-forno de siderúrgicas e cinza volante, resíduo de termelétricas movidas a carvão. O problema é que a indústria do aço e a geração de cinza crescem menos que a produção de cimento, o que inviabiliza essa estratégia a longo prazo," disse ainda o professor.

    A nova tecnologia desenvolvida pelos cientistas faz com que a proporção de carga (filler), ou seja, a matéria-prima a base de pó de calcário que não faz uso de tratamento técnico, na fórmula do cimento Portland e ainda adicionando dispersantes orgânicos que ficam responsáveis por afastar as partículas do material e com isso, , a diminuição do uso da água na mistura com o clínquer.

    Em relação a quantidade de carga no cimento, que é usada desde 1970, os estudiosos descobriram que a quantidade de preenchimento poderia ser diferente do que se acreditava até então.

    "Em laboratório, foi possível chegar a teores de 70% de filler, sendo que atualmente ele está entre 10% e 30%", afirma John. "Com isso será possível dobrar a produção mundial de cimento sem construir mais fornos e, portanto, sem aumentar as emissões".

    "A tecnologia é baseada em modelos de dispersão e empacotamento de partículas que possibilita organizar os grãos por tamanho, favorecendo a maleabilidade do cimento", diz o professor Rafael Pileggi, coautor do estudo. "Por meio da reologia, ramo da ciência que estuda o escoamento dos fluidos, obteve-se misturas fluidas com baixo teor de clínquer e outros ligantes como a escória. Também foi possível reduzir a quantidade de cimento e água utilizados na produção de concreto, sem perda da qualidade".

    "O estudo atual mostrou que é possível mudar a forma como se fabrica cimento, concretos e argamassas", comemora John. "Agora é preciso desenvolver uma tecnologia de moagem sofisticada em escala industrial."

    A Escola Politécnica da USP já está em fase de negociações com a indústria cimenteira para aperfeiçoar a técnica e com isso poder usá-la o mais breve possível.
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    sábado, 19 de janeiro de 2013

    Criando papael milimetrado

    Aos engenheiros e projetistas, 
    Descobri um site onde é possível criar papéis milimetrados (o arquivo é gerado em PDF). Basta CLICAR e escolher as opções e configurar a página como bem entender, tem até logaritmo e isométrico.
     
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    segunda-feira, 19 de novembro de 2012

    Curiosidades sobre o mundo do Petróleo


    O maior produtor de petróleo do mundo é a Arábia Saudita e a Líbia é o principal produtor de petróleo de todo o continente africano. O Japão importa 100% do seu petróleo.
    Durante praticamente 10 000 anos, a humanidade se contentou em viver consumindo, em média, 20 watts de energia por pessoa o equivalente atualmente a manter acesa 24 horas por dia uma lampadinha de árvore de Natal.
    Este fato ocorreu até 1859 com a perfuração do primeiro poço de petróleo pelo americano Edwin Drake, na cidade de Titusville, Estado da Pensilvânia.
    O mundo todo queimou gasolina à vontade ao longo de todo o século XX o que trouxe como conseqüência o aquecimento global provocado pelo gás carbônico e por outros gases lançados na atmosfera pela combustão de derivados de petróleo. O país que mais contribui para o aquecimento global são os Estados Unidos.
    Fatos e curiosidades sobre o petróleo e a Petrobras
    A primeira referência histórica ao petróleo no Brasil foi em 1858, quando o imperador Dom Pedro II concedeu ao britânico Frederick Hamilton Southorth a concessão “para extrair material betuminoso das margens dos rios Maraú e Acaraí, na Bahia”.
    A primeira perfuração no país ocorreu em 1892, num local chamado Morro do Bofete (SP) por Eugenio Ferreira de Camargo, que conseguiu atingir a profundidade de 448,5 m , que foi um recorde para a época. O poço, no entanto, só revelou a presença de água sulfurosa.
    Outra perfuração de poço de petróleo foi em 1939, em Lobato, próximo a Salvador, no estado da Bahia.
    A Petrobras nasceu em meio a uma onda de nacionalismo que varreu o mundo no após a segunda guerra Mundial. Com o lema “O Petróleo é Nosso”, o Brasil aderiu à tendência internacional pelo controle estatal e criou em 1953 a Petróleo Brasileiro S/A.
    O monopólio estatal do petróleo teve seu fim em 1996, quando foi votado no Congresso Nacional a emenda constitucional que encerraria os 42 anos de monopólio da Petrobras. A Petrobras continua a dominar a cena petrolífera brasileira, exercendo o que alguns chamam de “monopólio de fato”.
    A Petrobras se tornou líder mundial em tecnologia de águas profundas.
    Em dezembro de 2009 , a Petrobras começou a procurar petróleo em águas profundas no Mar Negro, na Turquia. O acordo da empresa brasileira com a turca TPAO foi ratificado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, e da Turquia, Abudullah Gül.
    O Mar Negro é considerado uma das últimas fronteiras do petróleo no mundo, por ser pouco explorado. A opção dos turcos pela Petrobras se deve à tecnologia da empresa brasileira na exploração em águas profundas.
    A estimativa é de que o petróleo esteja a cerca de mil metros de profundidade e a 230 quilômetros da costa.
    O Brasil começará a investir na camada pré-sal , que é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo). Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal (que podem ter até 2 km de espessura). Portanto, se localizam de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar.
    Estas reservas se formaram há, aproximadamente, 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos.
    Os técnicos da Petrobras ainda não conseguiram estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada pré-sal. No Campo de Tupi, por exemplo, a estimativa é de que as reservas são de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo.
    Se forem confirmadas as estimativas da quantidade de petróleo da camada pré-sal brasileira, o Brasil poderá se transformar, futuramente, num dos maiores produtores e exportadores de petróleo e derivados do mundo.
    A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo (veja figura abaixo).
    Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
    Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

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    domingo, 11 de novembro de 2012

    Pesquisa aponta a Petrobras como a preferida para se trabalhar no Brasil


    Revista Valor Carreira divulga ranking que coloca a Petrobras em primeiro lugar entre “as mais desejadas”, a frente da Vale, Google, Itaú e outras grandes empresas.

    Pesquisa divulgada pela Revista Valor Carreira neste mês aponta a Petrobras no topo do ranking das empresas “mais desejadas” para se trabalhar. Esta é a quarta vez consecutiva que a companhia lidera o ranking, ficando da Vale, Google, Itaú, Volkswagen, Nestlé, entre outras grandes empresas com atuação no país. A pesquisa é realizada em parceria pelo jornal Valor Econômico e a consultoria Aon Hewitt.
    A companhia aparece com uma larga vantagem de votos entre os entrevistados na comparação com as demais empresas. A Petrobras foi apontada como a preferida para se trabalhar por 1.869 pessoas. A Vale, segunda colocada no ranking, recebeu 590 votos, seguida pela Google, que obteve 516 indicações.
    Veja o ranking:
    1º
    Petrobras
    2º
    Vale
    3º
    Google
    4º
    Itaú
    5º
    Volkswagen
    6º
    Nestlé
    7º
    Natura
    8º
    General Motors
    9º
    Volvo
    10º
    Caterpillar
    11º
    Banco do Brasil
    12º
    Banco Central
    13º
    Bradesco
    14º
    Porto Seguro
    15º
    Unilever

    “Ao citar a empresa dos sonhos, as pessoas se baseiam numa imagem construída por uma soma de fatores que vão desde critérios objetivos, como o pacote de benefícios, até os subjetivos, como o prestígio de fazer parte daquele time. Por isso, essa pergunta é muito significativa para revelar as corporações que realmente estão se destacando”, disse o consultor Marcelo Borges, vice-presidente da Aon Hewitt no Brasil, para a Valor Carreira.
    Segundo publicado na revista, a Petrobras seduz pela combinação poderosa de atrativos. “Há os prognósticos de grande expansão decorrentes da exploração da camada pré-sal de petróleo e de outros grandes projetos que exigirão investimentos bilionários até 2015, além da remuneração acima da média e um pacote de benefícios com diferenciais como a manutenção da assistência média após a aposentadoria e bolsas de estudo para filhos de colaborados”, destaca.
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